Uma rosa do deserto entre questões jurídicas espinhosas

Como responsável por todas as questões jurídicas do Grupo Paratus, Ana Santos poderia ser descrita como uma rosa do deserto no mundo jurídico, pois precisa de se adaptar a novos ambientes e desafios num panorama sempre dinâmico e em constante evolução. É uma descrição adequada, tendo em conta que, nos seus tempos livres, Ana também cultiva e desenvolve novos híbridos de rosas do deserto.

Ana é a Diretora Jurídica do Grupo Paratus. Integra o grupo desde 2016 e trabalha no escritório d
, em Luanda, Angola. Tendo trabalhado durante muitos anos na banca privada na Europa, o seu conhecimento na gestão bem-sucedida de transações internacionais complexas e críticas aperfeiçoou as suas competências para lidar com as complexas legislações dos países africanos, num contexto de regulamentação das telecomunicações que se caracteriza pela sua complexidade e exigência.

A Paratus investe na sua própria infraestrutura e criou equipas especializadas em sete países da África Austral que prestam serviços a clientes em todo o continente através de uma rede de qualidade e sem interrupções. O Grupo dispõe ainda de PoPs (pontos de presença) nos EUA, no Reino Unido e na Europa e fornece conectividade por satélite em mais de 35 países africanos. A Paratus é o parceiro de aterragem do cabo submarino Equiano na Namíbia e construiu cinco centros de dados acreditados internacionalmente em três países africanos.

Mulher de múltiplos talentos, a experiência de Ana reveste-se de particular importância e tem vindo a ser cada vez mais aproveitada à medida que a empresa africana de telecomunicações se lança na sua missão de transformar África através de infraestruturas e serviços de excelência. «Tendo trabalhado durante muitos anos num banco privado na Europa, estive intimamente envolvida em importantes operações de financiamento a nível global. Recorro agora a essa experiência aqui na Paratus, numa altura em que o Grupo está empenhado em concretizar novos negócios e a consolidar novas parcerias em vários países africanos.»

Nascida e formada em Portugal e no Reino Unido, respetivamente, e com experiência profissional na Europa, Ásia e África, a Ana não só possui uma vasta experiência e qualificações, como também é fluente em português e inglês, o que se tornou indispensável para ela. Ana tem um trabalho árduo pela frente, ao combinar a sua dupla competência linguística com um equilíbrio inato na compreensão da proteção jurídica necessária para uma empresa de telecomunicações em crescimento em África. Licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa, tornou-se membro da Ordem dos Advogados de Portugal em 1994, frequentou vários cursos de pós-graduação em Direito dos Valores Mobiliários na Faculdade de Direito de Lisboa e obteve acreditação pela frequência da escola de verão da Euromoney em Direito Financeiro Internacional em 2004. No início da sua carreira, enquanto exercia em escritório privado, integrou a equipa jurídica que assessorou e redigiu contratos entre a companhia aérea portuguesa TAP e a Caterinpor. Durante quinze anos, Ana foi advogada no Finibanco, um banco privado português, onde tratou de uma multiplicidade de projetos jurídicos complexos, incluindo fusões de fundos, a criação de uma conta especial para investimentos nos mercados de valores mobiliários e a transformação do Finibanco numa sociedade gestora de participações sociais.

Na Paratus, Ana gere os processos jurídicos relacionados com a reestruturação do grupo, investimentos e acordos entre acionistas. Tem estado intimamente envolvida em todas as questões jurídicas relacionadas com acordos de parceria, tais como a Estação de Aterragem de Cabos Equiano, na Namíbia, e o acordo com a OneWeb no continente, bem como em contratos com clientes e fornecedores e na constituição de novas empresas operacionais dentro do grupo.

A Ana também está ocupada a consolidar procedimentos e processos em todo o grupo. «O meu objetivo é criar um modelo operacional único e um conjunto completo de normas jurídicas. Esse seria o meu legado. Acredito no desenvolvimento de um departamento jurídico estruturado com um ponto central que ligue os consultores jurídicos internos locais de todas as OpCos, em todo o Grupo Paratus. Para concretizar este legado, preciso de reforçar a minha equipa e criar um sistema que possa ser utilizado durante décadas. Para mim, isso seria uma grande conquista. Acredito firmemente na capacidade de tratar o máximo possível internamente, pois desta forma mantém-se um forte interesse e compromisso em lidar com as questões de forma consistente e adequada.»

No que diz respeito às rosas do deserto, a Ana mostra-se quase tímida. Como mãe ocupada de três filhos, encontrou consolo e tranquilidade no jardim e desenvolveu uma paixão pelas rosas do deserto. Nos últimos anos, aperfeiçoou a sua capacidade de fazer polinização cruzada entre diferentes variedades para produzir sementes e mudas, criando assim novos híbridos. Até recentemente, limitava-se a oferecer estas criações aos amigos, mas Ana começa a perceber que as suas novas variedades não só são especiais, como, à medida que florescem e crescem, merecem também uma atenção especial. «Vou agora dar-lhes nomes africanos especiais e registá-las oficialmente.»

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